Estrabismo e Terapia Visual

A cirurgia pode corrigir o alinhamento ocular, mas não reorganiza os mecanismos corticais que sustentam a visão binocular. A recuperação funcional exige reabilitação neurovisual específica, para que o cérebro reaprenda a integrar os dois olhos de forma coordenada e estável.

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Ambliopia: A Perspetiva Internacional da Optometria Comportamental

A ambliopia é tradicionalmente descrita como “um olho preguiçoso”, tratada sobretudo através de oclusão. Contudo, a visão internacional da optometria comportamental e funcional evoluiu significativamente nas últimas décadas. Organismos como a College of Optometrists in Vision Development (COVD), a Optometric Extension Program Foundation (OEPF) e a Australasian College of Behavioural Optometrists (ACBO) defendem hoje uma abordagem mais abrangente, centrada no cérebro, na binocularidade e na organização neurofuncional da visão.

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Como ajudar as crianças que leem devagar

A leitura é um processo complexo que exige uma intervenção correta e precisa dos movimentos oculares chamados sacádicos e de fixação. Ao ler, os olhos realizam pequenos saltos muito rápidos que servem para trazer cada nova palavra para a zona retiniana de visão nítida, a fóvea. 

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Visão e Emoção: Dois Mundos Que Vivem Ligados

A aprendizagem é otimizada quando existe uma congruência entre os sentimentos internos e as percepções externas. Quando ocorre uma falha na visão, esse equilíbrio é comprometido, resultando em uma crise de identidade. A instabilidade emocional interfere diretamente na capacidade visual, o que pode levar a uma série de dificuldades, tais como: falta de atenção, erros de leitura, ritmo de leitura inadequado, dores de cabeça, frustrações, inquietude física ou comportamentos reativos, como o de se comportar de maneira a atrair a atenção dos colegas.

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Dislexia e Visão, o que se sabe atualmente?

Trata-se de um conjunto de dificuldades relacionadas com o processamento que afetam a aquisição de habilidades de leitura e escrita. Não há uma fórmula universal para a avaliação das crianças com dislexia; contudo, o diagnóstico deve ser multidisciplinar, garantindo uma abordagem abrangente que permita apoiar e melhorar as competências das crianças diante dos desafios enfrentados ao longo do seu percurso escolar.

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A visão, fator crucial para o equilibrio postural

A maioria das pessoas pensam na visão como uma simples capacidade de olhar para algo ou alguém e ver nítido. No entanto, trata-se de uma das funções visuais mais valorizadas nas nossas atividades cotidianas. Acordar e identificar as horas no despertador ou ler uma lista de tarefas são ações fundamentais para a manutenção da autonomia. Ainda assim, a nitidez representa apenas uma pequena parte do complexo trabalho realizado pelo sistema visual. Por exemplo, ao ler uma lista de tarefas enquanto caminha de maneira equilibrada até a cozinha para preparar o café, o sistema visual executa uma interação refinada com os sistemas proprioceptivo e vestibular. Essa coordenação visuo-espacial e motora, realizada de forma inconsciente, só é possível graças à perfeita sintonia entre esses sistemas, sendo o sistema visual o principal responsável por assegurar o equilíbrio corporal e o desempenho dessas ações.

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AMBLIOPIA E TRATAMENTO

As opiniões contraditórias pelos diferente profissionais de saúde visual opiniões levam a que muitos tratamentos sejam atrasados e muitas vezes incompletos. Quando um profissional diz uma coisa e outro diz o contrário, o caos instala-se no nosso pensamento duvidando se a decisão que tomamos será acertada. Por isso é muito importante, estar informado sobre as noções básicas de saúde, o que chamamos de literacia sobre saúde. Como o conhecimento não ocupa lugar e como vamos tomar uma decisão sobre algo muito importante para a criança ou para si mesmo, começamos por conhecer e entender os princípios chave da ciência, responsável pela nova forma de abordar e tratar a ambliopia. Só podemos tomar boas decisões quando estas são fundadas em conhecimento prévio e científico, proporcionada pelas novas técnicas de neuroimagem, e não em opiniões desfasadas dos conhecimentos atuais. Durante muito tempo foi-nos dito que os neurónios mortos já não eram substituídos por outros novos. Pois bem, atualmente, está comprovado cientificamente que isso não é verdade. As células mãe estão ativas e quando é necessário esta consegue-se dividir em duas, a célula mãe e noutra célula com potencial de se transformar em neurónio (neurogênese) e migrar para onde seja necessária.  

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